Tema 1 - Processo de investigação

O Processo de investigação

  
Pretende-se que o estudante:

- Realize pesquisas e analisar bibliografia sobre o processo de investigação
- Analise criticamente um relatório de investigação
- Caracterize vários métodos de investigação em educação
- Reflita e debater sobre as etapas do processo de investigação
- Argumente de forma sustentada sobre diferentes métodos de
investigação.

Descrição da actividade:

1.ª fase: Pesquisa e estudo individual (17 a 19 de Outubro)
2.º fase: Análise (individual ou em equipa) de uma dissertação de mestrado (20 a 23 de Outubro)
3.º fase: Organização em equipa de um fluxograma relativo às etapas de uma investigação (24 a 30 de Outubro) 
4.º fase: Discussão em fórum dos fluxogramas produzidos; debate sobre as etapas do processo de  investigação; debate sobre os métodos de investigação em educação (31 de Outubro a 06 de Novembro).


Actividade de pesquisa



 No âmbito da pesquisa solicitada associados aos conteúdos em estudo e a partir dos termos "metodologia", investigação educacional" "investigação na educação", "processos de investigação", "pesquisa" realizei um trabalho exaustivo partilhando aqui algumas das referências pesquisadas:

O vídeo sobre "modalidades de pesquisa": 



Um excelente site num contecto de dossier onde é possível encontrar opiniões, artigos e estudos sobre o processo da investigação associado à educação :http://sisifo.fpce.ul.pt/

 

Exemplos de trabalhos:

Costa, F. (2007). Tendências e práticas de investigação na área das Tecnologias em Educação em Portugal . In A. Estrela (Ed.), Investigação em Educação. Teorias e Práticas (1960-2005). Lisboa: Educa & Ui&dCE. 169-224.

Costa, F. (2007. Tecnologias Educativas: Análise das dissertações de Mestrado realizadas em Portugal (versão on-line). Sísifo – Revista de Ciências da Educação, 3. pp. 7-24.



Tese de mestrado sobre Investigação na Educação: 




Análise critica um relatório de investigação

Título: E-portefólio: um estudo de caso
Autora: Ana Paula Alves


Esta tese de mestrado que se trata na verdade de um estudo de caso pretendeu desenvolver uma análise e um trabalho de observação num contexto de aula, na implementação de um projecto de e-portefólios em sala de aula numa turma (portanto numa base de uma amostra muito pequena).

A autora que claramente indentificou a sua tese de um caso de estudo e fê-lo porque o seu trabalho consistiu num trabalho acente fundamentalmente na avaliação de dados qualitativos e com base num trabalho de observação.

A maior vantagem que constatei durante este trabalho foi a possibilidade de estudar um caso real, do quotidiano. foi notório a facilidade com que a autora relacionou a teoria à prática na implementação do projecto.

Foi notório a proximidade e um forte envolvimento das investigadoras, uma vez que a autora apresenta o projecto no plural, por se tratarem professoras da turma escolhida. Considero que as investigadores correram um grande risco com o seu envolvimento, que acabou por não acontecer, o que poderia traduzir-se numa grande desvantagem e podendo mesmo colocar em casusa a investigação. Neste caso particular foi possivel perceber que investigadoras conseguiram realizar o estudo do caso num contexto objectivo.

Quanto ao estudo do caso considero que foi muito bem explanada assim como todo o projecto. Neste projecto foi-me ainda possível perceber alguns aspectos do tema 1 da unidade curricular, uma vez que na introdução a investigadora apresenta as várias fases de implementação deste, assim como, os métodos, processos e instrumentos. 

 Paradigmas da investigação na Educação



Um paradigma poderá ser entendido como um referencial para a investigação e apresenta-se através de um conjunto de orientações e que irá traduzir-se na prática o meio de suporte ao estudo. As investigações na educação são suportadas por três grandes paradigmas de investigação cientifica: o positivista, o interpretativo e o sócio critico.
Segundo Coutinho, 2006 "A cada paradigma corresponde a uma forma de entender a realidade e encarar os problemas educativos e a evolução processa-se quando surgem novas formas de equacionar as questões impulsionando a que os paradigmas fluam, entrem em conflito na busca de novas soluções para os problemas do ensino e da aprendizagem".

A escolha do paradigma de suporte a uma investigação, é assim, um processo complexo mas o tipo de investigação - centrada no objecto ou no estabelecimento da relação entre o sujeito e o objecto - poderá ser determinante na escolha do paradigma ou na coexistência de mais do que um durante o estudo.

Caracterização dos paradigmas:


Paradigma positivista/normativa
 
No primeiro caso o paradigma positivista/normativa baseia-se num conceito objectivo onde o investigador deverá procurar ser o mais neutro possível evitando interferir no meio/realidade em estudo. É um paradigma que assenta na procura da causa-efeito e onde os mundos físico e social são vistos de forma igual. As investigações que se desenvolvem neste paradigma baseiam-se na previsão, explicação e controlo de fenómenos através da formulação de leis gerais; rejeitando o senso comum. Em termos de educação e quando utilizado este paradigma desenvolve-se regra geral em sala de aula, nomeadamente, em simulações de laboratório e com base em métodos quantitativos, questionários, análises estatísticas e codificação quantitativa. Está normalmente associado a investigações em larga ou média escala.

Paradigma Interpretativo
 
No paradigma interpretativo, ao contrário do anterior, o papel do investigador é fundamental com o seu envolvimento na procura de padrões e orientações no percurso da investigação, havendo uma grande valorização do seu papel. Neste paradigma o sujeito e o objecto tem em comum o facto de ser em simultâneo "intérpretes" e "construtores de sentidos" procurando-se compreender e descrever o significado das acções dos sujeitos descurando entender as causas (ao contrário do paradigma anterior). O individuo é assim visto como um objecto de estudo. Regra geral este paradigma está associado a investigações de pequena escala e recorre à utilização de técnicas de observação, questionários e às análises conversacional e textual para chegar aos seus objectivos. 

Paradigma Crítico

Este paradigma baseia-se em princípios ideológicos e onde a sociedade, grupos e indivíduos são os objectos de estudo havendo participação do investigador. É considerado por muitos autores como o paradigma emancipatório; isto é, de transformação, baseando-se assim numa intervenção activa e crítica na modificação das situações anteriores (procura dos aspectos aparentemente invisíveis mas que serão factores importantes para a essa mudança). Em termos educativos é utilizada para a tomada de decisões recorrendo à investigação avaliativa.



Método Qualitativo versus Quantitativo

Depois de analisarmos alguns estudos e casos de investigação torna-se evidente que as investigações manifestam cada vez mais a presença de ambas as abordagens; em contraste uma da outra; aproveitando as potencialidades que cada uma poderá trazer à ao estudo em causa.

No entanto, existem diferenças entre a investigação quantitativa e qualitativa que apresentamos seguidamente e que tem como base os conceitos gerais apresentados na unidade curricular.
Diferenças
Abordagem Quantitativo
Abordagem Qualitativo
Tipo de investigação (objectivos)

· Investigação objectiva
· Afasta-se do senso comum.
· Investigação subjectiva em que os resultados dependem da compreensão dos dados e dos juízos de valor.
Linguagem utilizada

· Formal e impessoal
· Vocabulário baseado na técnica, no estabelecimento de relações e comparações.
· Informal
· Vocabulário baseado na compreensão, no descobrir, na evolução e no contexto onde está inserida a investigação.
Tipo de intervenção do investigador

· Mantém-se independente

· O investigador interfere na investigação interagindo com o objecto.
· Parcialidade.
Método/resultados

· Processo dedutivo e na procura causa-efeito.
· Resultados fiáveis com medição rigorosa e controlada através de inquéritos, testes, dados estatísticos – com validação cientifica.
· Resultados generalizáveis
· Investigação orientada para os resultados.

· Método indutivo, exploratório, descritivo dos dados.
· Regra geral a investigação poderá seguir outro rumo dependo das interpretações do investigador.
· Dados reais e fiáveis utilizando como instrumentos da observação, análise documental, entrevistas.
· Dificilmente apresenta os resultados num contexto generalizável.
· Investigação orientada para os processos.





Trabalho de grupo - construção da wiki

 



Índice

Descrição
Este desafio teve como objectivo compreender os procedimentos metodológicos que norteiam e permitem a realização de uma investigação no campo da educação.
Para o bom decorrer desta prática foi fundamental uma rápida adaptação por parte dos diferentes elementos do grupo de trabalho. O ajuste e rápida composição da equipa simplificaram a ambientação e organização de tarefas.
Uma vez que toda a investigação necessita de ser planeada, seguimos à risca as indicações desta atividade. Os diferentes elementos do grupo procederam à leitura e pesquisa de bibliografia e foram trocadas ideias através da plataforma Moodle da UA e do Skype.
Para dar resposta às questões levantadas, os elementos do grupo reflectiram acerca das mesmas e procuraram responder de um modo metódico e planificado tendo sempre em vista a organização do fluxograma relativo às etapas de uma investigação.
As respostas a este desafio foram dispostas tendo sempre o cuidado de as fundamentar de acordo com as pesquisas e leituras efetuadas.
A informação divulgada neste espaço foi previamente debatida por todos e teve constantemente a finalidade de completar o fluxograma e atingir os objectivos propostos.

Desafios
ANd9GcRtOjbrsAUdBjcjF--3X7vyIfzfdGrZK26x1TuScMaRtvEYKlWWUQNo contexto deste trabalho, o cerne seria partir de uma série de questões levantadas e, a partir daí, avançar em direcção às respostas e à concretização de resultados concretos.
Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional? Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa? Que métodos se podem definir em investigação educacional? Como caracterizar um estudo de caso em investigação? Como começar uma investigação? Quais as características de um bom problema de investigação? Quais as etapas a percorrer num processo de investigação? Como deve ser organizado um relatório de investigação? Como citar as fontes usadas numa investigação?
As interrogações são pontos de arranque na descoberta e indagação de tudo ao redor do ser humano. A própria filosofia nasceu da vontade do Homem em perceber o Mundo que o rodeava e as problemáticas envolvidas.
«Uma pergunta não interroga: uma pergunta diz a resposta. Porque uma pergunta está do lado do problema a resolver, do ainda simplesmente desconhecido; e a interrogação está do lado do insondável. A pergunta desenvolve-se na clara horizontalidade; a interrogação na obscura verticalidade. Como em jogo de cabra-cega, em que há seres à nossa volta, a pergunta orienta-se entre os que lhe não pertencem até achar o que procura. Mas a interrogação não encontra, porque nada há para achar. O limite da sua esperança está menos no triunfo de um encontro, do que no cansaço, na resignação, ou na evidência natural do que nos coube, como nos é evidente ter cinco sentidos e não mais» Vergílio Ferreira
O ser Humano cresceu envolvido em constantes interrogações e ainda mais diversas respostas, onde o único campo que poderia fornecer alguma objectividade de resposta seria efectivamente o campo científico, quase em oposição ao campo filosófico, religioso ou artístico que se fundem na subjectividade. No entanto a filosofia e a ciência são ambas saberes metódicos e perseguem o anti-dogmatismo, as diferenças residem na forma como o fazem. A ciência procura explicações na observação, no saber empírico, de carácter experimental, tentando desta forma confirmar, reafirmar ou refutar com uma base sólida de argumentação e estruturação.
A partir daqui, no nosso caso presente a prossecução é encontrar resposta, preencher os vazios. E criando um paralelo radical, fazer como Édipo perante a Esfinge, responder ou morrer.

Orientações
ANd9GcRtOjbrsAUdBjcjF--3X7vyIfzfdGrZK26x1TuScMaRtvEYKlWWUQO grupo optou por comunicar via Skype, uma ferramenta que, pela sua versatilidade, permitiu que estivéssemos em constante comunicação, partilhando ideias e recursos encontrados. Na primeira reunião em grupo foi delineado que caminho se deveria percorrer para a realização do fluxograma e as respostas às questões lançadas pelo professor.
Assim sendo, o grupo dividiu as perguntas entre todos deixando o colega Nelson com a elaboração estrutural do fluxograma, por estar mais à vontade com este tipo de esquema.
Através de pesquisas e partilha de alguns materiais online o grupo avançou rapidamente para o passo seguinte: a junção de conteúdos e discussão dos resultados obtidos. O fluxograma foi tomando corpo e vida com base também nas respostas obtidas e foi discutido o seu conteúdo e estrutura em grupo.

Optou-se por colocar o fluxograma e as respostas finais no fórum do tema.

Reunindo mais uma vez chegou-se à fase final. A elaboração da wiki não fugiu ao padrão já traçado pelo grupo- houve divisão de tarefas e todos contribuíram com a aparência final, organização e textos apresentados na wiki.

Pesquisa

ANd9GcRtOjbrsAUdBjcjF--3X7vyIfzfdGrZK26x1TuScMaRtvEYKlWWUQ
Na realização deste trabalho realizámos na internet e em livros pesquisa de informação e de estudos de referência sobre a temática que anexamos em bibliografia. Para além disso, analisámos a documentação proposta pelo docente da unidade curricular. 

Resultados

Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?
 
Um paradigma poderá ser entendido como um referencial para a investigação e apresenta-se através de um conjunto de orientações e que irá traduzir-se na prática o meio de suporte ao estudo. As investigações na educação são suportadas por três grandes paradigmas de investigação cientifica: o positivista, o interpretativo e o sócio critico.
Segundo Coutinho, 2006 "A cada paradigma corresponde a uma forma de entender a realidade e encarar os problemas educativos e a evolução processa-se quando surgem novas formas de equacionar as questões impulsionando a que os paradigmas fluam, entrem em conflito na busca de novas soluções para os problemas do ensino e da aprendizagem".

A escolha do paradigma de suporte a uma investigação, é assim, um processo complexo mas o tipo de investigação - centrada no objecto ou no estabelecimento da relação entre o sujeito e o objecto - poderá ser determinante na escolha do paradigma ou na coexistência de mais do que um durante o estudo.

 
Caracterização dos paradigmas:
Paradigma positivista/normativa
 No primeiro caso o paradigma positivista/normativa baseia-se num conceito objectivo onde o investigador deverá procurar ser o mais neutro possível evitando interferir no meio/realidade em estudo. É um paradigma que assenta na procura da causa-efeito e onde os mundos físico e social são vistos de forma igual. As investigações que se desenvolvem neste paradigma baseiam-se na previsão, explicação e controlo de fenómenos através da formulação de leis gerais; rejeitando o senso comum. Em termos de educação e quando utilizado este paradigma desenvolve-se regra geral em sala de aula, nomeadamente, em simulações de laboratório e com base em métodos quantitativos, questionários, análises estatísticas e codificação quantitativa. Está normalmente associado a investigações em larga ou média escala.
Paradigma Interpretativo
  No paradigma interpretativo, ao contrário do anterior, o papel do investigador é fundamental com o seu envolvimento na procura de padrões e orientações no percurso da investigação, havendo uma grande valorização do seu papel. Neste paradigma o sujeito e o objecto tem em comum o facto de ser em simultâneo "intérpretes" e "construtores de sentidos" procurando-se compreender e descrever o significado das acções dos sujeitos descurando entender as causas (ao contrário do paradigma anterior). O individuo é assim visto como um objecto de estudo. Regra geral este paradigma está associado a investigações de pequena escala e recorre à utilização de técnicas de observação, questionários e às análises conversacional e textual para chegar aos seus objectivos. 
Paradigma Crítico
 Este paradigma baseia-se em princípios ideológicos e onde a sociedade, grupos e indivíduos são os objectos de estudo havendo participação do investigador. É considerado por muitos autores como o paradigma emancipatório; isto é, de transformação, baseando-se assim numa intervenção activa e crítica na modificação das situações anteriores (procura dos aspectos aparentemente invisíveis mas que serão factores importantes para a essa mudança). Em termos educativos é utilizada para a tomada de decisões recorrendo à investigação avaliativa.

Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa?
 
Depois de analisarmos alguns estudos e casos de investigação torna-se evidente que as investigações manifestam cada vez mais a presença de ambas as abordagens; em contraste uma da outra; aproveitando as potencialidades que cada uma poderá trazer à ao estudo em causa.

No entanto, existem diferenças entre a investigação quantitativa e qualitativa que apresentamos seguidamente e que tem como base os conceitos gerais apresentados na unidade curricular.

Diferenças
Abordagem Quantitativo
Abordagem Qualitativo
Tipo de investigação (objectivos)

· Investigação objectiva
· Afasta-se do senso comum.

· Investigação subjectiva em que os resultados dependem da compreensão dos dados e dos juízos de valor.

Linguagem utilizada

· Formal e impessoal
· Vocabulário baseado na técnica, no estabelecimento de relações e comparações.
· Informal
· Vocabulário baseado na compreensão, no descobrir, na evolução e no contexto onde está inserida a investigação.
Tipo de intervenção do investigador

· Mantém-se independente

· O investigador interfere na investigação interagindo com o objecto.
· Parcialidade.
Método/resultados

· Processo dedutivo e na procura causa-efeito.
· Resultados fiáveis com medição rigorosa e controlada através de inquéritos, testes, dados estatísticos – com validação cientifica.
· Resultados generalizáveis
· Investigação orientada para os resultados.

· Método indutivo, exploratório, descritivo dos dados.
· Regra geral a investigação poderá seguir outro rumo dependo das interpretações do investigador.
· Dados reais e fiáveis utilizando como instrumentos da observação, análise documental, entrevistas.
· Dificilmente apresenta os resultados num contexto generalizável.
· Investigação orientada para os processos.

Que métodos se podem definir em investigação educacional?
 
Desde que o ser humano sentiu a necessidade de entender o mundo exterior e o começou a compreender, começou também a interrogar-se a respeito dos factos da natureza, foi incitado pelo "querer saber" e pelo "querer conhecer". Esta vontade conduziu-nos de certo modo a um "saber fazer". Percorrendo assim novos trajetos que pudessem conduzi-lo ao seu objetivo, nascendo assim a necessidade do método.
Mas que significado tem este método?
De acordo com o dicionário Priberam da Língua Portuguesa, método é: "ordem pedagógica na educação"; "processo racional para chegar a determinado fim"; "maneira de proceder"; "processo racional para chegar ao conhecimento ou demonstração da verdade" (…).
As definições e descrições, por nós investigadas, acerca dos métodos a definir são inúmeras e muitas vezes mescladas de um modo pouco claro. Na maioria das vezes deparamo-nos com termos diferentes para discutir as mesmas ideias.
Se formos mais exigentes e investigarmos a origem da palavra método, talvez possamos compreender e melhor a definir. Método (méthodos), palavra de origem grega que significa "caminho para chegar a um fim", por outras palavras e segundo Galego e Gomes (2005) este método é
(…) o processo racional através do qual se atinge um fim previamente determinado, o que pressupõe um conhecimento prévio dos objetivos que se pretendem atingir, bem como das situações a enfrentar, recursos e tempo disponível. Trata-se pois de uma acção planeada baseada num quadro de procedimentos sistematizados e previamente conhecidos, podendo comportar um conjunto diversificado de técnicas. (…)
Após alguns argumentos analisados será que podemos definir métodos numa investigação educacional? Existe uma fórmula para o sucesso num projeto de investigação?
Não existe uma receita, mas aspectos importantes deverão ser considerados:
  • Definir o problema.
  • Recolha de dados.
  • Proposta de uma ou mais hipóteses.
  • Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da (s) hipótese(s).
  • Análise dos resultados
  • Interpretar os dados e tirar conclusões, o que serve para a formulação de novas hipóteses.
  • Publicação dos resultados em monografias, dissertações, teses, artigos ou livros aceitos por universidades e ou reconhecidos pela comunidade científica.
  • Num processo de procura de saberes, é fundamental que os elementos acima mencionados estejam presentes, que haja pesquisa, reflexão, independência, criatividade e rigor.

Como caracterizar um estudo de caso em investigação?

 
Para dar resposta a esta pergunta é essencial compreender o que é um estudo de caso e o modo em como influi num processo de investigação.
Coutinho (2003), refere que quase tudo pode ser um "caso": um indivíduo, um personagem, um pequeno grupo, uma organização, uma comunidade ou mesmo uma nação. Da mesma forma, Ponte (2006) considera que:
"É uma investigação que se assume como particularista, isto é, que se debruça deliberadamente sobre uma situação específica que se supõe ser única ou especial, pelo menos em certos aspectos, procurando descobrir a que há nela de mais essencial e característico e, desse modo, contribuir para a compreensão global de um certo fenómeno de interesse."
Estes contextos e definições acerca da descrição de um estudo de caso remetem-nos para paradigmas relacionados com os métodos de investigação. A genuinidade de uma investigação e as "situações específicas" que se pretendem patentear são a chave de todo o processo de pesquisa.
É fundamental perceber o "como" e o "porquê" de todo o método e acima de tudo procurar compreender as suas características.
A caracterização de um estudo de caso segundo Coutinho & Chaves (2002) pode ser enumerado de acordo com as seguintes características:
- O caso é "um sistema limitado" — logo tem fronteiras "em termos de tempo, eventos ou processos" e que " nem sempre são claras e precisas" (Creswell, 1994. In Coutinhho & Chaves (2002)): a primeira tarefa do investigador é pois definir as fronteiras do "seu" caso de forma clara e precisa.
- Segundo, é um caso sobre "algo", que há que identificar para conferir foco e direcção à investigação.
- Terceiro, tem de haver sempre a preocupação de preservar o carácter "único, específico, diferente, complexo do caso" (Mertens:1998. In Coutinho & Chaves (2002)); a palavra holístico é muitas vezes usada nesse sentido.
- Quarto, a investigação decorre em ambiente natural.
- Quinto, o investigador recorre a fontes múltiplas de dados e a métodos de recolha muito diversificados: observações directas e indirectas, entrevistas, questionários, narrativas, registos áudio e vídeo, diários, cartas, documentos, etc. (Coutinho & Chaves, 2002)

Como começar uma investigação?

 
Toda a investigação precisa ser planeada. O primeiro passo é definir o que se vai investigar. Isso significa encontrar o que é chamado de problema de investigação. No caso da pesquisa científica, o problema não está ligado a coisas negativas. A investigação deve obedecer aos critérios de coerência, consistência, originalidade e objetivação. É desejável que uma pesquisa científica preencha os seguintes requisitos: "a) a existência de uma pergunta que se deseja responder; b) a elaboração de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta; c) a indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida" (GOLDEMBERG, 1999, p.106).
De seguida deve ser definido o objetivo da investigação. Este tem de ter uma fundamentação teórica e organizada.
Uma vez definida a problemática da investigação e o motivo que o levam a pesquisá-la, levanta-se informações a respeito de tal problema e como ele pode ser explicado. Procuramos as explicações já existentes e as tentativas de buscar um entendimento mais sistematizado sobre o problema, suas possíveis causas e seus efeitos – nas pessoas, nas instituições e na sociedade.
Richardson (1999) sugere uma sequência para elaborar a fundamentação teórica de uma investigação científica:
1.Definir o fenómeno, apresentando algumas interpretações dadas a ele e deixando claro o caminho que se pretende adotar ao longo da pesquisa.
2. Caracterizar o fenómeno, explicando os elementos que o compõem e o que já foi dito sobre eles;
3. Na conclusão torna-se a fazer referências ao conceito do fenómeno e à sua caracterização, reapresenta os objetivos de sua pesquisa. 

O planeamento de uma investigação dependerá basicamente de três fases:
- Fase decisória: referente à escolha do tema, à definição e à delimitação do problema de investigação;
- Fase construtiva: referente à construção de um plano de pesquisa e à execução da investigação propriamente dita;
- Fase redacional: referente à análise dos dados e informações obtidas na fase construtiva. É a organização das ideias de forma sistematizada visando à elaboração do relatório final.
O planeamento e a execução de uma pesquisa fazem parte de um processo sistematizado que compreende etapas que podem ser detalhadas da seguinte forma:
1) escolha do tema;
2) revisão de literatura;
3) justificativa;
4) formulação do problema;
5) determinação de objetivos;
6) metodologia;
7) coleta de dados;
8) tabulação de dados;
9) análise e discussão dos resultados;
10) conclusão da análise dos resultados;
11) redação e apresentação do trabalho científico (dissertação ou tese).(BARROS; LEHFELD, 1999). 

Quais as características de um bom problema de investigação?
 
Definição de Problema: "UMA QUESTÃO PARA RESOLVER POR MEIO DE PROCESSOS CIENTÍFICOS; DÚVIDA; PROPOSTA DUVIDOSA. FIGURATIVAMENTE, TUDOO QUE É DIFICIL DE EXPLICAR." (Dic. Lelo Univ. 1979)
Um bom problema deve ser formulado sob a forma de uma pergunta - Que respostas esperamos para nossas perguntas? Uma boa pergunta não pode ser ambígua ou equívoca, ela não pode ser interpretada de forma literal nem respondida de forma minimamente informativa. Um bom problema envolve variáveis que podem ser testadas, observadas, manipuladas. O problema deve ser claro e preciso. O problema não deve ter base exclusivamente empírica. O problema deve ser suscetível de solução. O problema deve ser delimitado a uma dimensão viável.
Quais as etapas a percorrer num processo de investigação?
 
"A ciência, entendida como conhecimento da natureza e exploração desse mesmo conhecimento, envolve três aspectos básicos: uma história, um método de investigação e uma comunidade de investigadores (Kneller, 1980)."
Num processo de investigação deve ter-se em conta uma série de factores como ponto de partida, assim sendo devemos analisar o caminho que vamos percorrer, e embora este se faça caminhando, deve fazer-se com cautela e com conta peso e medida.
Primeiro temos um caminho, que podemos designar como conceptual, onde teremos as seguintes etapas:
- A escolha do tema, que deve basear-se em critérios de relevância (importância científica e contribuição para o enriquecimento das informações disponíveis), de exequibilidade (ou seja, acesso à bibliografia e disponibilidade de tempo) e de oportunidade (contemporaneidade da pesquisa), - além da adaptabilidade do autor, que já deve ter os conhecimentos prévios sobre o assunto e sobre a área de trabalho proposta (ANDRADE, 1997). Além disso, é importante que a relevância do tema se dirija a três beneficiários: a sociedade, a ciência e a escola (SANTOS, 1999).


- A partir da escolha do tema, e pelas razões supracitadas, a apresentação da justificativa é uma etapa de relevância, pois permitirá a explicação das mais-valias para esta investigação. Será quase como uma reflexão da importância do tema escolhido e da sua pertinência.
- Identificar o problema, que é uma questão não resolvida, algo para o qual se vai buscar uma resposta, através da pesquisa. Pode referir-se a alguma lacuna epistemológica ou metodológica percebida, a alguma dúvida quanto à sustentação de uma afirmação geralmente aceite, à necessidade de pôr à prova uma suposição, a interesses práticos ou à vontade de compreender e explicar uma situação do quotidiano (VERGARA, 1997). Para Austin (2005), devemos aceitar como problema de investigação a "proposição acerca de uma situação que requer mais e melhor conhecimento daquela que se tem no instante presente".
- Formular a questão sobre o referido problema, pois este deve ser apresentado sob a forma de uma proposição interrogativa que deve expressar aquilo que pretendemos saber sobre o nosso tema.
- Delinear os objectivos gerais e específicos da investigação, o que pretendemos atingir. Neste caso os gerais serão mais sintéticos sobre o que queremos alcançar e os específicos mais detalhados. Convenientemente devem começar com verbos no infinitivo, indicando acções que possam ser medidas.
- Fazer a revisão da literatura, ou seja, das fontes bibliográficas a utilizar e identificar os seus elementos para posterior referência no texto final. Verificando que aspectos foram já abordados e que lacunas existem que possam ser colmatadas com a nossa investigação. A importância de não ser repetitivo e redundante leva-nos a ter em consideração esta etapa. Goode e Hatt (1969), citados por Gil (1999), enfatizam a importância da teoria para o estabelecimento de generalizações empíricas e sistemas de relações entre proposições.
- Definir e fundamentar a metodologia, ou seja, definir a população alvo a ser estudada, o nosso universo de pesquisa, os tipos de pesquisa (quantitativa, qualitativa, mista) os instrumentos que usaremos para recolher dados, entrevistas, questionários e afins e o tipo de tratamento dos mesmos, uma análise quantitativa e qualitativa. E ainda a definição dos termos e variáveis.
- Cronograma onde se realizará a descrição temporal das etapas do processo de investigação. Ou seja, o tempo dispendido em cada etapa.
A partir daqui será um processo empírico, de verificação, onde entrarão:
- Recolha de dados, sendo que nos quantitativos será a aplicação dos instrumentos de recolha aos indivíduos seleccionados e nos qualitativos a observação e anotação das evidências. Dexter (1970) argumenta que nenhuma investigação deve partir de dados recolhidos de uma só fonte. O autor defende o princípio denominado como triangulação, que implica a recolha de informação "from a diverse range of individuals and settings, using a variety of methods", reduzindo desta forma o risco de nas conclusões transparecerem as limitações da técnica utilizada.
- Análise dos dados quantitativos, fazendo o tratamento dos mesmos e dos qualitativos, definindo o procedimento a adoptar para o tratamento.
- Conclusões para a apresentação dos resultados e da interpretação dos mesmos. No contexto do método científico, a elaboração de conclusões corresponde ao corolário lógico da análise dos dados obtidos através da experimentação. Se a hipótese é confirmada, passa a constituir uma conclusão que é aceite; se a hipótese não se verifica então é rejeitada definitivamente (Finley & Pocoví, 2000).
- Redacção do Relatório da Investigação, que deve cumprir alguns requisitos essenciais.
Como deve ser organizado um relatório de investigação?
 
A finalidade de um relatório de pesquisa é a de comunicar os processos desenvolvidos e os resultados obtidos numa investigação.
Existem convenções, decorrentes do uso académico, literário e científico, que acabaram por se transformar em normas e em modelos formais que devem ser seguidos.
Estrutura dos Relatórios de Pesquisa Científica
Um relatório de pesquisa compreende as seguintes partes:

a) Elementos pré-textuais:
• Capa;
• Folha de Rosto: contém elementos essenciais à identificação do trabalho;
• Índice
• Índices de quadros, imagens, tabelas
• Agradecimentos;
• Resumo da investigação;
b) Elementos Textuais:

- Introdução: para contextualizar a pesquisa, tendo em consideração aspectos como:
• Problema
• Objectivos
• Definições
• Metodologia
• Hipóteses
• Dificuldades ou Limitações
- Desenvolvimento: para demonstrar e explicitar todo o trabalho de pesquisa efectuado, com enquadramento teórico, métodos e resultados.

- Conclusão: que deve retomar o problema inicial, revendo as principais contribuições da pesquisa, apresentando o resultado final e dando possíveis sugestões para um eventual prosseguimento de estudo;
• Notas: para indicações bibliográficas, observações, definições de conceito ou aspectos complementares ao texto;
• Citações: menções, através de transcrição ou paráfrase, das informações retiradas de outras fontes;
c) Elementos Pós-textuais:
• Bibliografia
• Glossário
• Anexos
Apresentação
A apresentação deve ser sóbria e cuidada.

1. O TEXTO
• O tipo de letra deve ser simples e formal- Devem ser utilizados os tipos de letra Times New Roman ou o Arial;
• Para os tipos de letra sugeridos acima, deve ser utilizado o tamanho 12;
• Não convém diversificar os tipos de letra;
• O espaçamento entre as linhas deve ser de um espaço e meio;
• As margens do texto devem ter o tamanho suficiente para permitir uma encadernação adequada.

2. A ESTRUTURA
• Os títulos dos capítulos, secções e subsecções devem ser explicativos, sem serem demasiadamente extensos;
• Estes títulos devem ter as mesmas formatações.
• Esta lógica deve ser utilizada, também, para os espaçamentos entre títulos;
• Deve evitar-se colocar um título demasiadamente perto do fundo da página;
• O espaçamento entre um título e o texto que se lhe segue deve ser menor que o espaçamento entre o título e o texto que o precede.

3. LEGENDAS E NOTAS
• As figuras devem ser legendadas de maneira uniforme;
• O tamanho das letras das legendas deve ser menor que o do texto;
• O espaçamento entre uma figura e o texto que a precede deve ser menor que o espaçamento entre a figura e o texto que se lhe segue;
• As tabelas devem ter uma formatação uniforme e devem ser de leitura fácil;
• As notas de rodapé ou de fim de capítulo devem ter um tamanho de letra inferior à do texto.
4. CAPA E ENCADERNAÇÃO
• A capa deve conter a seguinte informação:
• Nome da Instituição de ensino;
• Nome do curso;
• Título;
• Subtítulo (se houver);
• Nome, nº, ano e turma do autor;
• Nome do docente;
• Data (com o formato: Lisboa, 20 de Outubro de 2011).

Como citar as fontes usadas numa investigação?

Para as citações e referência das fontes bibliográficas, use as normas da APA (American Psychological Association, http://owl.english.purdue.edu/owl/resource/560/02

Citações Básicas APA
Ao utilizar o formato APA, siga o método autor-data quando citar o texto. Quer dizer que o ultimo nome do autor e o ano da publicação deve aparecer no texto, por exemplo (Jones, 1998).
Se está a referir-se a uma ideia de outro trabalho e não está diretamente a citar material ou referência de um livro inteiro, artigo ou outra obra, só tem que fazer referência ao autor e ano de publicação.
Citações no texto, capitulares, discursos, e itálicos/sublinhados
Capitalize sempre substantivos, incluindo nome do autor e iniciais: D. Jones.
  • Ao referir-se ao título de uma fonte no seu trabalho, capitalize todas as palavras mais longas: Permanence and Change. A excepção aplica-se a palavras pequenas, como verbos, pronomes, adejtivos, advérbios: Writing New Media, There Is Nothing Left to Lose.
  • Ao capitular títulos, faça nas duas palavras com hífen: Natural-Born Cyborgs.
  • Capitalize a primeira palavra depois de um traço ou apóstrofe: "Defining Film Rhetoric: The Case of Hitchcock's Vertigo."
  • Coloque em italico ou sublinhado os títulos de obras extensas como livros, edições de coleção, filmes, documentários, ou álbuns: The Closing of the American Mind; The Wizard of Oz; Friends.
  • Coloque aspas á volta de títulos com pequenas palavras como artigos de jornal, artigos de edições de coleção, episódios de séries de televisão, e títulos de músicas: "Multimedia Narration: Constructing Possible Worlds"; "The One Where Chandler Can't Cry." >
Citações pequenas

Se está a citar diretamente de um trabalho, deve incluir o autor do mesmo, ano de publicação e o número da página onde consta a referência (precedido de "p."). Introduza a citação entre aspas com o último nome do autor seguido da data de publicação entre parênteses.
According to Jones (1998), "Students often had difficulty using APA style, especially when it was their first time" (p. 199).
Jones (1998) found "students often had difficulty using APA style" (p. 199); what implications does this have for teachers?
Se o autor não é nomeado na frase, coloque o último nome, o ano de publicação e o número da página entre parênteses, depois da citação.
She stated, "Students often had difficulty using APA style" (Jones, 1998, p. 199), but she did not offer an explanation as to why.

Citações longas

Coloque citações diretas com mais de quarenta palavras num bloco isolado de linhas dactilografadas, e omita as aspas. Inicie a citação numa linha nova, avance 1,5 cm a partir da margem esquerda, ou seja, no mesmo lugar onde iria começar um novo parágrafo. Escreva a citação completa na nova margem, e recue a primeira linha de qualquer parágrafo seguinte. Toda a citação avança 1,5 cm a partir da nova margem. Utilize espaçamento duplo. A referência deve vir entre parênteses após o sinal de ponto final.
Jones's (1998) study found the following:
Students often had difficulty using APA style,especially when it was their first time citing sources.This difficulty could be attributed to the fact that many students failed to purchase a style manual or to ask their teacher for help. (p. 199)
Paráfrase
Uma ideia parafraseada de outro autor deve ter a autoria registada e o ano da publicação, na sua referência. Para além disso as orientações da APA assumem a referência às páginas, embora não seja obrigatório.

Fluxograma relativo às etapas de uma investigação
 
Os fluxogramas são usados para descrever diversas situações, processos ou fluxos de material ou pessoas. Existem inúmeros modelos diferentes de fluxogramas e símbolos utilizados na sua interpretação que terão a sua aplicabilidade determinada pelo que se que representar e por qual o motivo. O significado dos símbolos pode mudar dependendo da terminologia a que se recorre, por isso, sempre que possível, é bom usar legendas.
Este fluxograma foi elaborado com base nas análises, reflexões e discussões que o grupo realizou no decorrer desta actividade, resultando assim o fluxograma apresentado.

Legenda para interpretação dos objectos:

A Equipa
 
Maria Lisete Lapa
Miguel Coelho

Nelson Sovela

Sónia Santos

Susana Fonseca

Referências

(Referências - Bibliografia, Netgrafia, etc.)

  • BOGDAN, R. & BIKLEN, S. (1994). Investigação Qualitativa em Educação. Uma Introdução à Teoria e aos Métodos. Porto: Porto Editora.
  • Coutinho, C. P., & Chaves, J. H. (2002). O estudo de caso na investigação em tecnologia educativa em Portugal. Revista Portuguesa de Educação, 15(1), pp. 221-243. Disponível em:http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/492 (Consultado em 25 de Outubro de 2011)
  • Metodologia Da Pesquisa Científica, J. Doxsey; J.Riz, ESAB - Escola Superior Aberta do Brasil, 2002-2003;
  • Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação, E. Silva; E.Menezes, UFSC/PPGEP/LED, 2001.

Fluxograma da Equipa E-Fione

O meu grupo após análise das questões e das fases definidas no desenvolvimento de um projecto de investigação na Educação apresentou a seguinte proposta:







Balanço da Atividade 1


O meu trabalho nesta unidade curricular e nomeadamente a atividade 1 ficou condicionada pelo fato de não estar inscrita tendo -me confrontado com atividades em curso quando me foi possível aceder à UC. Nesta fase inicial vi-me, assim, confrontada com a necessidade rápida de realizar a leitura de um estudo de investigação possuindo pouco tempo para o fazer face à proximidade do trabalho de grupo. Deste modo, a leitura do estudo foi talvez a fase mais difícil no decurso desta atividade considerando-o muito extenso em termos de algumas abordagens, mas bem explanado e com uma importante relevância dos aspetos abordados na atividade 1.

A participação em grupo na discussão da temática, na elaboração da WIKI e na concretização do fluxograma foi para mim a experiência mais gratificante uma vez que me permitiu aprofundar o tema, pela discussão, pelo confronto de ideias e pela reanálise dos vários aspetos apresentados. O trabalho deste grupo desenvolveu-se através do skype, do trabalho que foi sendo disponibilizado individualmente e pelas trocas de informação por e-mail.

Em termos gerais desenvolvi um trabalho muito regular, desenvolvendo a parte individual pesquisando recursos, aprofundando a temática disponibilizando a informação no meu blogue, fazendo a leitura da bibliografia e do estudo disponibilizado na unidade curricular. Em termos do grupo, desenvolvi e participei nas discussões que foram surgindo e pelo contributo que dei ao levantar algumas questões do fluxograma que poderiam suscitar dúvidas para quem não estava dentro do trabalho do grupo Infiore. Em termos de fóruns procurei pronunciar-me sobre as várias questões levantadas pelo professor e pelos colegas.

Apesar de tudo considerei a temática muito interessante e importante para quem se prepara para iniciar brevemente uma investigação -, os paradigmas com que se baseiam os vários estudos, quais as diferenças entre a investigação quantitativa e qualitativa, como começar uma investigação, com desenvolver um bom problema de investigação, compreender as fases da realização de uma investigação são exemplos de aspetos relevantes para um investigador - ; a organização das várias etapas da atividade foram bem concebidas e com objetivos muito claros.

Lisete Lapa