segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Atividade 4 - Análise de um documento sobre DBR


Proposta de atividade:

Nesta atividade pretendeu-se a escolha de um artigo sobre a temática do modelodesign-based research (DBR). Seguidamente e individual realizar uma análise do mesmo documento e procurar responder às seguintes questões: 

  1. Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada?
  2. De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo? 
  3. Que dificuldades antecipam na sua implementação?
  4. Quais as principais implicações/conclusões?
 
Para a realização deste trabalho escolhi o texto: 

"A pesquisa baseada em design em artigos cientificos sobre o uso de ambientes de aprendizagem mediados pelas tecnologias da informação e da comunicação no ensino das ciências: uma análise preliminar" que se encontra disponível em: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/viempec/7enpec/pdfs/1707.pdf. 

A minha escolha recaiu sobre este documento por se tratar de uma excelente ferramenta para
perceber os princípios deste modelo, mas também as suas problemáticas; tendo os autores procurado
fazer uma clara caraterização do modelo e apresentá‐lo na prática através de um exemplo. 

Após a leitura das várias bibliografias considerei pertinente pelo conteúdo, comparação com outros métodos e pelos exemplos, completar a atividade recorrendo‐me de alguns aspetos apresentados nos documentos: “Compreendendo a aprendizagem da linguagem científica na formação de professores de ciências” e “Design‐based research and technology‐enhanced learning environments”.

Principais conclusões:




Principais conclusões

  • Trata‐se de um modelo com base numa estratégia e flexível e que tem como objetivos a reflexão, melhorar e alterar as práticas dos professores. Deste modo, assume o seu foco no desenvolvimento de intervenções pedagógicas, ultrapassando os modelos tradicionais com base na compreensão de que apenas a transmissão dos fatos científicos não são suficientes para desenvolver o conhecimento dos alunos. É, assim, necessário situar os conceitos científicos em contextos sociais e incentivar a investigação e trabalho em grupo. (Nelson e tal, 2005, BARAD e tal, 2007).
  • Por conseguinte, o modelo assenta em contexto real e específico pela prática e com uma forte interação dos envolvidos ao contrário dos modelos mais tradicionais que isolam grupos para estudo. Deste modo, os investigadores educacionais envolvem‐se em contextos da vida real criando colaborativamente com os professores inovações e estudando sistematicamente as aprendizagens resultantes.
  • Por conseguinte, a colaboração entre investigadores e professores, com base em diferentes tipos de conhecimento e de linguagem, promove quadros conceituais globais, úteis  para o trabalho dos investigadores e para os professores; diminuindo o fosso entre a teoria e a prática e permite a construção de uma espiral contínua de evolução do conhecimento e de inovação. Deste modo, os resultados obtidos de uma investigação desta natureza são do interesse de todos os envolvidos, nomeadamente, dos professores e dos investigadores.
  • Na investigação experimental, as decisões a tomar no processo de investigação são da inteira responsabilidade do investigador enquanto que na DBR é necessário haver colaboração entre todos os participantes para que se possam experimentar os diferentes “desenhos” ao longo do processo.
  • Mas este modelo também possibilita a introdução em contexto de aula de novas possibilidades, nomeadamente, que professores e alunos através das suas contribuições desenvolvam atividades e experiências significativas contribuindo para o desenvolvimento de competências de colaboração, de partilha e de equipa e para a mudança das práticas de ensino‐aprendizagem.
  •  Tem como dificuldade a sua transposição para outros contextos reais, pois poderão conferir a compreensão das práticas do ensino naquele contexto, que em outras situações os resultados poderão resultar de outra forma. Necessita de criar padrões estandardizados ou pelo menos o desenvolvimento de aspetos que possam ser aplicados em outros projetos ou contextos cabendo ao investigador encontrar esses aspetos de integração contextual.

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