terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Terminando....

No momento em que me encontro a terminar a primeira etapa deste mestrado não poderia terminar este portefólio sem deixar aqui algumas palavras de agradecimento ao meu grupo (infiore), à turma e ao professor António Moreira  pelas aprendizagens que pude desenvolver /partilhar e dessa forma preparar-me para a próxima etapa. 

Foram  quatro meses de grande envolvimento e de trabalho mas passou depressa e quando isso acontece quer dizer que  a partilha, os momentos de trabalho em grupo foram de longe momentos especiais de aprendizagem, mas também de socialização e de partilha. Muito obrigado a todos!!!

Agradeço, também à minha família, muito especialmente ao meu marido pela sua paciência, pela sua grande colaboração em casa, por me ouvir e compreender nos momentos menos bons e sobretudo, por muitas vezes ter assumido sozinho o acompanhamento do nosso projeto  -  a construção da nossa casa - de à muitos anos permitindo que a mesmo esteja também na sua fase final.

Deste modo, não me agrada despedir ou terminar até porque nesta fase da minha vida o que aparentemente é o termo é na realidade o principio de novas etapas que espero que sejam tão bem sucedidas como as que agora estou a concluir.

Por isso mesmo, agrada-me mais dizer-vos: Até ao nosso próximo encontro!!! :)

Maria Lisete Lapa

Balanço Final da Unidade Curricular



Encontramos no termo do segundo semestre da parte curricular deste mestrado e por conseguinte, está na hora de realizar uma reflexão sobre as aprendizagens/competências desenvolvidas na unidade curricular de Metodologias de Investigação em Educação e do trabalho desenvolvido neste portefólio. Relativamente ao portefólio procurei evidenciar  no mesmo o percurso que fiz em termos das aprendizagens, das investigações, das pesquisas e até das reflexões considerando a sequência dos conceitos abordados ao longo da unidade curricular. 

Para começar esta reflexão saliento a importância desta unidade curricular para  a próxima etapa do mestrado. Não tendo qualquer conhecimento sobre as fases e as ferramentas do desenvolvimento de uma investigação se não tivesse passado pelo estudo dos conceitos que me facultaram conhecimentos, momentos de reflexão, de partilha e até momentos de falha, na próxima etapa deste mestrado - na realização da investigação -  iria confrontar-me com sérias dificuldades e até alguma desorientação em termos do percurso a seguir. 
 
Por conseguinte, o trabalho desenvolveu-se nas dimensões do trabalho de equipa,  de grupo - com os restantes elementos do mestrado -  e individual considerando as quatro temáticas em estudo:
  1. Processo de investigação;
  2. Recolha de dados numa investigação;
  3. Processo de análise de dados;
  4. Problemáticas de investigação em Educação Comunicacional.  

Relativamente às várias temáticas; após a leitura da bibliografia de referência procurei realizar pesquisas, investigações, trocas com os colegas para melhor compreender os conceitos apresentados e para poder contribuir em termos do trabalho de equipa, nas reflexões do grupo-turma nos vários fóruns que foram abertos e também para desenvolver aprendizagens sólidas em termos individuais. Por conseguinte investi muito nesta unidade curricular e procurei contribuir ao máximo em todas as actividades que me foram propostas. Em termos individuais procurei manifestar todo o meu percurso através deste blogue que é manifestamente diversificado e de um trabalho notoriamente exaustivo.

Em termos globais apreciei as várias temáticas desenvolvidas. Gostei particularmente de trabalhar os métodos de recolha de dados, porque esta temática possibilitou-me partir para o terreno e experimentar  os aspetos abordados. Em contrapartida o momento que senti mais dificuldades foi mesmo a realização das primeiras propostas da unidade curricular. Estas dificuldades ficaram-se a dever a dois fatores, por um lado o desconhecimento que possuía sobre o desenvolvimento de uma investigação, por outro, causada por alguma ansiedade um vez que ingressei na unidade curricular uma semana após o seu inicio, já no decurso da primeira atividade. Deste modo, fui obrigada num curto prazo de tempo, a integrar um grupo, a realizar uma leitura apressada da bibliografia de referência respeitante à primeira atividade e a recuperar o trabalho proposto na abertura da unidade curricular: a minha apresentação, a criação do blogue e a realização da pesquisa inicialmente proposta.

 
 Lisete Lapa

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Reflexão Final sobre a temática 4




Relativamente  à temática desenvolvida na unidade 4 - BDR decidi escolher o texto  " A pesquisa baseada em design em artigos cientificos sobre o uso de ambientes de aprendizagem mediados pelas tecnologias da informação e da comunicação no ensino das ciências: uma análise preliminar" que se encontra disponível em: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/viempec/7enpec/pdfs/1707.pdf. Esta escolha foi decidida considerando o valor do documento em termos do esclarecimento da abordagem ou método de investigação. 

Tendo como base este documento procedi à sua análise no sentido de perceber o modelo e apresentei neste blogue um documento refletivo e que evidencia a minha perpetiva do modelo. Também no fórum de discussão da temática procurei refletir sobre a temática e sobre outros aspetos manifestados pelos meus colegas.

Após o estudo da temática considero que aprecio os seus principios, talvez por ser uma profissional da área técnica e portanto muito próxima das orientações práticas para perceber os conceitos, contudo, também reconheço que a questão contextual e a morosidade; com todas as consequências em termos educativos de uma investigação desta natureza; serão fatores a considerar por um investigador no momento da tomada de decisão na escolha do modelo para o seu estudo. 

Têm como, aspetos muito positivos ou mesmo inovadores, a chamada dos professores a tornarem-se parte envolida na colaboração com os investigadores. A forma como os resultados passaram a afetar/interessar os professores e a perpetiva que a investigação possui na mudança das práticas de trabalhos dos professores.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Participação no fórum Design-Based Research (DBR) - a discussão


  Sobre a temática em causa pretendia-se que através do fórum e dos blogues realizassemos as nossas reflexões. Deste modo, apresento as reflexões que realizei no fórum. No entanto desenvolvi outras aqui no blogue.




Imagem de António Moreira
Design-Based Research (DBR)- a discussão.
por António Moreira - Segunda, 6 Fevereiro 2012, 00:34

Caros investigadores,
devem colocar neste tema, para discussão, as principais conclusões acerca dos textos que leram e analisaram.
Bom trabalhosorriso






Lisete
Re: Design-Based Research (DBR)- a discussão.
por Maria Lapa - Sexta, 10 Fevereiro 2012, 19:53

Olá a todos:

De acordo com vários autores o modelo Design Research (DBR) é uma metodologia de pesquisa que equilibra os paradigmas positivistas e interpretativa e procura aliar a teoria e a prática pela experimentação de práticas. Assume, assim,o seu foco no desenvolvimento de intervenções pedagógicas, ultrapassando os modelos tradicionais com base na compreensão de que apenas a transmissão dos fatos científicos não são suficientes para desenvolver o conhecimento dos alunos. É, assim, necessário situar os conceitos científicos em contextos sociais e incentivar a investigação e trabalho em grupo (Nelson e tal, 2005, BARAD e tal, 2007).


Trata-se de um modelo de intervenção nas práticas educativas (perspetivando a alteração de práticas dos educadores), numa intervenção que decorre num contexto real, e com uma forte interação dos envolvidos (investigadores, professores, alunos e outros agentes que intervenham na investigação) ao contrário dos modelos mais tradicionais que isolam grupos para estudo. Deste modo, os investigadores envolvem‐se em contextos da vida real criando colaborativamente com os professores (os professores tal como já aqui foi referenciado neste fórum assumem um papel ativo, determinante e parte interessada) inovações e estudando sistematicamente as aprendizagens resultantes. Esta colaboração entre investigadores e professores promove quadros conceituais globais, úteis para o trabalho dos investigadores e para os professores; diminuindo o fosso entre a teoria e a prática e permite a construção de uma espiral contínua de evolução do conhecimento e de inovação. Deste modo, os resultados obtidos de uma investigação desta natureza são do interesse de todos os envolvidos, nomeadamente, dos professores e dos investigadores ou de outros profissionais que participaram ao longo da investigação.



Problemas:
  • A necessidade de ajustamentos necessita que os processos sejam revistos e de novo estudados, deste modo, o investigador poderá por um lado confrontar-se com uma investigação demorada, por outro, deparar-se com uma grande variedade de dados ou mesmo repetidos. Estes apetos poderão refletir-se numa investigação complexa em termos dos dados a classificar e a analisar exigindo um grande esforço em termos de trabalho e de tempo por parte.
  • A entrada da investigação na sala de aula poderá ser considerada por muitos agentes educativos como uma distração ou intrusão em vez de uma contribuição podendo os professores preferir usar abordagens e práticas já conhecidas em vez de se tornarem partes envolvidas num qualquer projeto de investigação. Para além disso alguns professores por questões profissionais e do cumprimento dos programas curriculares e pela morosidade da investigação – decorrentes das necessidades de ajustamentos e até da interacção decorrente em sala de aula - poderá levá-los a não se mostrarem muito interessados/disponíveis para a investigação.
  • Uma investigação desta natureza realiza‐se num contexto muito específico sendo difícil transpor ‐ regra geral ‐ os resultados para outros contextos. Deste modo, deve o investigador procurar / encontrar ao longo da investigação aspetos potenciadores da criação de padrões estandardizados ou pelo menos o desenvolvimento de aspetos que possam ser aplicados em outros projetos.

Até já.
Lisete Lapa



Imagem de António Moreira
Re: Design-Based Research (DBR)- a discussão.
por António Moreira - Quinta, 9 Fevereiro 2012, 10:44

Bom trabalho Natália!
Já fiquei a saber um pouco mais sobre DBR! piscar Espero que tenha feito uma leitura construtiva!
Saudações





Lisete
Re: Design-Based Research (DBR)- a discussão.
por Maria Lapa - Domingo, 12 Fevereiro 2012, 15:40

Olá a todos:

O Jorge apresentou aqui dois aspetos que poderão em determinadas situações colocar em causa a realização de uma investigação com base no modelo DBR e que me fez refletir com uma situação prática.
A primeira está relacionada com a transposição dos resultados para outros contextos, isto é, a dificuldade em ampliar os resultados de uma investigação que foi desenvolvida num ambiente próprio e até específico para outros contextos muito diferentes. Este aspeto tem sido usado por muitos especialistas para desvalorizar este modelo e até equacionarem os resultados de investigações com base no modelo DBR. O colega Jorge colocou aqui um exemplo muito simples - professor de uma disciplina, em principio na mesma escola, portanto um ambiente muito específico e comum, mas que obriga a ter estratégias muito diferenciadas entre turmas - é um claro exemplo que quando a transposição dos resultados é colocado em ambiente escolares diferentes, inseridos em contextos sociais diferentes, a sua aplicação poderá não ocorrer da mesma forma. Nestes casos, deverá o investigador ao mesmo tempo que vai desenvolvendo e até reformulando os resultados das pesquisas procurar achados que transcendam o contexto imediato do estudo e que passem a servir de base a outros projetos, investigações ou a encontrar aspetos standarizados para outros contextos.Apesar do modelo partir da ideia de intervir e alterar as práticas dos docentes, a mesma só fará sentido, num contexto mais generalizado e onde seja possível implementar em contextos muito diferentes os resultados obtidos e refletidos de uma determinada investigação - que resultou numa nova prática de trabalhar.
No entanto, tal como, o Jorge aqui exemplificou e bem com o seu exemplo prático, uma investigação a realizar-se com as suas várias turmas, com a implementação de atividades e estratégias tão diferentes implicarão um número elevado de variáveis a estudar e como tal o tratamento desses dados por parte do investigador será complexo e até demorado. Esta complexidade poderá aumentar caso seja necessário reformular e realizar novas implementações em contexto real.
A par disto, existe uma clara necessidade da reformulação das aulas e do trabalho com as respetivas turmas por parte do docente com todas as implicações que conhecemos em termos de cumprimento do programa curricular, das interações, da organização do trabalho etc . Tudo isto pressupõe que investigações com base no modelo DBR só farão sentido com professores que estejam dispostos a romper com os modelos tradicionais e com as rotinas de aulas e assumir riscos, “… Esta abordagem centra-se não só na aprendizagem pelos alunos ou nas propriedades de um artefato, mas também nos conhecimentos do professor (eg. sobre linguagem científi ca, sobre o uso de investigações, sobre as TIC) num contexto autêntico de sala aula (JUTTI; LAVONEN, 2006), na vontade deliberada de romperem com as suas rotinas de sala de aula e de correr o risco de implementarem estratégias diferentes daquelas que põem em ação habitualmente (LOUGHRAN, BERRY; UMLHALL, 2006).”
Até já.
Lisete

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Atividade 4 - Análise de um documento sobre DBR


Proposta de atividade:

Nesta atividade pretendeu-se a escolha de um artigo sobre a temática do modelodesign-based research (DBR). Seguidamente e individual realizar uma análise do mesmo documento e procurar responder às seguintes questões: 

  1. Quais os aspectos mais inovadores da abordagem apresentada?
  2. De que forma se relaciona com as abordagens tradicionais descritivo/qualitativo e/ou experimental/quantitativo? 
  3. Que dificuldades antecipam na sua implementação?
  4. Quais as principais implicações/conclusões?
 
Para a realização deste trabalho escolhi o texto: 

"A pesquisa baseada em design em artigos cientificos sobre o uso de ambientes de aprendizagem mediados pelas tecnologias da informação e da comunicação no ensino das ciências: uma análise preliminar" que se encontra disponível em: http://www.fae.ufmg.br/abrapec/viempec/7enpec/pdfs/1707.pdf. 

A minha escolha recaiu sobre este documento por se tratar de uma excelente ferramenta para
perceber os princípios deste modelo, mas também as suas problemáticas; tendo os autores procurado
fazer uma clara caraterização do modelo e apresentá‐lo na prática através de um exemplo. 

Após a leitura das várias bibliografias considerei pertinente pelo conteúdo, comparação com outros métodos e pelos exemplos, completar a atividade recorrendo‐me de alguns aspetos apresentados nos documentos: “Compreendendo a aprendizagem da linguagem científica na formação de professores de ciências” e “Design‐based research and technology‐enhanced learning environments”.

Principais conclusões:




Principais conclusões

  • Trata‐se de um modelo com base numa estratégia e flexível e que tem como objetivos a reflexão, melhorar e alterar as práticas dos professores. Deste modo, assume o seu foco no desenvolvimento de intervenções pedagógicas, ultrapassando os modelos tradicionais com base na compreensão de que apenas a transmissão dos fatos científicos não são suficientes para desenvolver o conhecimento dos alunos. É, assim, necessário situar os conceitos científicos em contextos sociais e incentivar a investigação e trabalho em grupo. (Nelson e tal, 2005, BARAD e tal, 2007).
  • Por conseguinte, o modelo assenta em contexto real e específico pela prática e com uma forte interação dos envolvidos ao contrário dos modelos mais tradicionais que isolam grupos para estudo. Deste modo, os investigadores educacionais envolvem‐se em contextos da vida real criando colaborativamente com os professores inovações e estudando sistematicamente as aprendizagens resultantes.
  • Por conseguinte, a colaboração entre investigadores e professores, com base em diferentes tipos de conhecimento e de linguagem, promove quadros conceituais globais, úteis  para o trabalho dos investigadores e para os professores; diminuindo o fosso entre a teoria e a prática e permite a construção de uma espiral contínua de evolução do conhecimento e de inovação. Deste modo, os resultados obtidos de uma investigação desta natureza são do interesse de todos os envolvidos, nomeadamente, dos professores e dos investigadores.
  • Na investigação experimental, as decisões a tomar no processo de investigação são da inteira responsabilidade do investigador enquanto que na DBR é necessário haver colaboração entre todos os participantes para que se possam experimentar os diferentes “desenhos” ao longo do processo.
  • Mas este modelo também possibilita a introdução em contexto de aula de novas possibilidades, nomeadamente, que professores e alunos através das suas contribuições desenvolvam atividades e experiências significativas contribuindo para o desenvolvimento de competências de colaboração, de partilha e de equipa e para a mudança das práticas de ensino‐aprendizagem.
  •  Tem como dificuldade a sua transposição para outros contextos reais, pois poderão conferir a compreensão das práticas do ensino naquele contexto, que em outras situações os resultados poderão resultar de outra forma. Necessita de criar padrões estandardizados ou pelo menos o desenvolvimento de aspetos que possam ser aplicados em outros projetos ou contextos cabendo ao investigador encontrar esses aspetos de integração contextual.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Modelo Design Basead Research (DBR)


O que é o modelo Design Research (DBR)?
 
De acordo com vários autores o modelo Design Research (DBR) é uma metodologia de pesquisa que equilibra os paradigmas positivistas e interpretativa e tenta aliar a teoria e a prática pela experimentação de práticas. Assume-se como um modelo de intervenção nas práticas educativas e onde o professor, o investigador, e mesmo os alunos são envolvidos neste processo.

  

O modelo DBR carateriza-se em cinco aspetos:


  • Pragmática: integra a teoria‐prática, assumindo a relevância do papel da teoria para fundamentar e melhorar a prática e vice‐versa.
  • Ancorada: suportada na proposta de desenvolvimento de tecnologias de aprendizagem orientada e fundamentada em pesquisas relevantes, teoria e prática e os estudos são conduzidos em contextos reais de prática (com atores reais, resolvendo problemas reais).
  • Integrada: utiliza vários métodos de pesquisa de acordo com as diferentes fases de planeamento, desenvolvimento e implementação com coerência, consistência e disciplina.
  • Iterativa, Interativa e flexível: desenvolve‐se em ciclos entre pesquisa e desenvolvimento com a participação de todos os atores (alunos, professores e investigadores) e os produtos educacionais desenvolvidos devem comportar mudanças ao longo do processo de pesquisa.
  • Contextual: À medida que os resultados das pesquisas contribuem para informar e aprimorar o projeto em desenvolvimento, possibilita achados que transcendem o contexto imediato do estudo e que servem de base para outros projetos e investigações.


    Origem da animação: http://www.lancasterphd.org.uk/dbr/whatisdbr.html

     No geral, DBR fornece as seguintes recomendações:

    • A prática deve ser baseada em evidências, em vez de doutrina e baseada em pesquisa deve ser  problema-dirigido ao invés de método-driven.
    • Recomendações para a prática deve ser firmemente baseada em evidências.
    • Há uma necessidade de uma base sólida de resultados das pesquisas replicados que são relevantes para as questões de tecnologia educacional.
    • Há uma necessidade de uma variedade de métodos cientificamente válidos de pesquisa que visam testar teorias fundamentais sobre como as pessoas aprendem com a tecnologia.
    • Finalmente, DBR "pode fornecer uma lente para entender como afirmações teóricas sobre ensino e aprendizagem pode ser transformado em aprendizado efetivo em contextos educativos" (DBRC, 2003, p. 8).

    Referências Bibliográficas:
    • Design-based Research?. Disponível em: http://www.lancasterphd.org.uk/dbr/whatisdbr.html. Acedido em: 3 de Fevereiro de 2012.

    domingo, 29 de janeiro de 2012

    Reflexão sobre a temática 3



    Como a temática foi de uma dimensão complexa e com uma realização por fases irei apresentar a minha reflexão (tal como já realizei no post de fórum da unidade curricular) considerando as mesmas. Deste modo, esta temática desenvolveu-se considerando as seguintes fases:
    • Preparação da entrevista
    • Realização da entrevista
    • Transcrição da entrevista
    • Elaboração da matriz para análise do conteúdo
    • Troca de grelha e entrevista com um par para realianálise da grelha

    A. A preparação da entrevista

    Relativamente à preparação da entrevista comecei por ler alguma bibliografia sobre a temática e tomei consciência de alguns aspetos relevantes e sobre a forma de guiar a entrevista. Perceber o conceito e objetivos da entrevista semi-estrutura permitiu-me entender que a proposta de guião tratou-se de um instrumento flexível e de orientação concedo-me grandes vantagens da gestão e aprofundamento de aspetos relevantes ao estudo proposto. Deste modo, procedi à análise do guião, avaliei algumas questões onde poderia não obter grandes resultados, nomeadamente, se escolhesse um entrevistado menos cooperante e estruturei uma reformulação possível à entrevista. Esta preparação incluiu ainda a avaliação de potenciais candidatos à entrevista e de onde pudesse obter bons resultados ao estudo.

    B. Escolha do entrevistado

    Para a realização desta entrevista convidei alguns professores de diferentes áreas que lecionam em escolas do concelho onde sou docente e de acordo com o perfil proposto. Destes convites obtive da parte de todos um feedback muito positivo para participarem no estudo pois tratam-se de docentes que possuem algumas afinidades com as redes sociais e com as tecnologias da informação e da comunicação.
    Decidi selecionar uma professora do ensino básico e secundário possuidora de um excelente currículo na área das tecnologias da informação e da comunicação, sendo reconhecida pelo comunidade escolar onde trabalha como alguém muito disponível a novos desafios e onde as redes sociais fazem parte da prática do seu trabalho. Desse modo, agendei com a mesma uma data e hora para a realização da entrevista tendo a mesma se disponibilizado a realizar a entrevista na escola onde lecciona. Procurei, deste modo, criar um clima amigável e muito próximo da entrevistada. Até recentemente julgava que a escolha do docente não deveria ser com base nos resultados a que me propunha obter, julgava mesmo, que deveria ser realizada de forma aleatória, mas na última bibliografia apercebi-me que a forma de escolha que estabeleci é a mais correta.

    C. Preparação da entrevista com o entrevistado

    Em termos preparativos dei a conhecer antecipadamente o guião de orientação da entrevista, o formato da entrevista – semi-estruturada e presencial - assim como, as questões que estiveram na base da investigação. Para além disso, foi transmitida que a referida entrevista se iria realizar respeitando a confidencialidade dos dados. Pedi-lhe sugestões sobre a entrevista também para perceber onde teria de reestruturar tendo para isso por disponibilização da própria entrevistada ocorrido entre alguns contatos.

    D. A realização da entrevista

    Durante a realização da entrevista:

    No início voltei a apresentar de forma ligeira os objetivos e a garantia da confidencialidade. Coloquei a entrevistada à vontade caso não pretende-se responder a alguma questão mais especifica. A própria gravação foi realizada com autorização da entrevistada. Ajustei a entrevista à mesma tendo ao longo da mesma reformulado ou alterado a ordem das questões, precisamente, para não cortar ou obrigar o entrevistado a repetir as respostas. Utilizei uma linguagem acessível por vezes com recurso a algumas expressões de concordância decorrentes da entrevista mais informal porque percebi que a entrevistada possuía um conhecimento muito claro sobre a temática. Aproveitei o conhecimento da entrevistada e criei espaço para reflexão da temática ao longo da entrevista (procurando dados relevantes ao estudo).
    No fim, agradeci manifestando a importância dessa entrevista para o trabalho da unidade curricular tendo tido o cuidado de não terminar de forma abrupta, aproveitei, a época que estava a chegar – Natal e ano novo, para terminar a entrevista de uma forma mais ligeira.

    E. Transcrição da entrevista

    Em termos da transcrição da entrevista mantive-me fiel ao que foi transmitido tendo recorrido à gravação para transcrever para o papel a informação revelada pelo entrevistado. Considero que a gravação da entrevista é determinante para o processo em estudo, pois representa um excelente instrumento para memórias futuras; sem a sua utilização teria esquecido de aspetos muito particulares que ocorreram na entrevista. Houve algumas paragens em termos do discurso e até algumas manifestações (como risos) que após leitura de alguma bibliografia conclui que poderia ter evidenciado a sua existência, mas no momento da transcrição não as achei relevantes para o estudo.

    F. Elaboração da matriz para análise do conteúdo

    Relativamente à elaboração da matriz confrontei-me com uma entrevista complexa e como muitos dados fornecidos. Deste modo, esta etapa revelou-se morosa registando, ainda, algumas dificuldades em categorizar a informação. No entanto, a maior dificuldade que senti para realizar este trabalho foi ao nível do entendimento dos conceitos apresentados na bibliografia de referência e só após ultrapassar essa dificuldade consegui realizar o solicitado. O guião e os objectivos inicialmente definidos neste acabaram por ser um grande suporte em termos de trabalho. Realizar a validação das entrevistas de outros colegas possibilitou-me conciliar os meus conhecimentos dos conceitos.

    Troca de grelha e entrevista com um para revalidação dos conteúdos


    Maiores limitações que encontrei ao longo da temática 3:
    • Ao nível do guião: Algumas questões que inicialmente não pareciam estar repetidas mas depois de introduzidas na preparação identifiquei respostas repetidas – obrigou-me a realizar alguma reformulação;
    • Perceber em contexto prático os conceitos da análise de conteúdos.
     
    A preparação e a realização da entrevista trataram-se dos momentos da temática que mais me senti envolvida pelo tipo de experiência - desenvolver um trabalho de campo - e pelos conhecimentos que fui desenvolvendo.